segunda-feira, 4 de abril de 2011
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Café Solo, 2010
PREFÁCIO / APRESENTAÇÃO de "CAFÉ SOLO"
"Café Solo é a obra inaugural de Miguel Pires Cabral, um jovem poeta que se afigura como legítimo herdeiro da poesia portuguesa do final do milénio.
Nas últimas décadas, o fim das grands récits, anunciado por Lyotard tornou-se uma realidade incontestável, passando a assumir protagonismo os “acontecimentos mínimos” e as versões individuais. A nova hermenêutica, pressuposta por esta mudança de paradigma, trouxe consigo uma poética pautada pela experiência circunstancial e emocional do mundo, caracterizada por um regresso ao sentido traduzido pelo coloquialismo, pela discursividade e, sobretudo, por um intimismo que se revela numa espécie de lirismo enunciativo, de pendor auto-biográfico, ainda que este pretenso autobiografismo não constitua mais do que uma mera estratégia estética. Na realidade, a exploração de um certo tom confessional gera uma maior cumplicidade com o leitor, permitindo-lhe aceder de uma forma mais imediata, porque mais emocional, a um universo poético que se afigura agora como mais partilhável ou reconhecível.
É neste universo poético, onde a aura romântica que colocava o poeta num plano quase divino há muito desapareceu, que podemos incluir Café Solo. De facto, ao longo de toda a obra a aproximação ao mundo faz-se através de uma tomada de consciência de um universo e de um desígnio comuns, bem como de estratégias formais que potenciam a inteligibilidade do poema, como a utilização de uma linguagem sem demasiados artifícios, apoiada, na maioria das vezes, por uma narratividade apenas aparentemente simples. Os poemas são, regra geral, sustentados por uma sintaxe linear, próxima de um registo coloquial, desenvolvendo-se preferencialmente em versos livres que, independentemente da sua variação estrutural, fluem apoiados em encavalgamentos sucessivos.(...)
Café Solo assenta, portanto, na tensão que resulta da intersecção destas múltiplas paisagens, que se distribuem aleatoriamente ao longo do texto, numa aparente aporia criativa. O livro compõe-se, assim, rizomaticamente, como um “puzzle”, numa sucessão de fluxos e intensidades inesperadas a impedir leituras absolutas e definitivas e, esta imprevisibilidade, apesar de, por vezes, desconcertante, pode revelar-se verdadeiramente libertadora e fecunda para o leitor de Miguel Pires Cabral, pois são certamente “vozes inquietas” que se ouvem na sua poesia, a fazer despertar para “outras vidas, outras paragens” (“Outros Poetas”)."
MARTA PESSANHA MASCARENHAS
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Apresentação de “Café Solo” no COLÉGIO NOSSA SENHORA DA BOAVISTA em Vila Real
Apresentação do Livro de Poesia de Miguel Pires Cabral pelo CLUBE DE LITERATURA DO COLÉGIO NOSSA SENHORA DA BOAVISTA. (Vila Real, Outubro de 2010).
Professores: Nuno Monteiro, Hugo Santos e Miguel Batista.
Música: "Dead Fish" por Clorofila Azul.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
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